quinta-feira, 1 de julho de 2010


Ousei possuir-me de seu reflexo. Pintei com cores vivas aquilo que um dia desenhamos para terminarmos juntos. Ouvi aquela música que um dia você citou ser minha, chorei. Sorri ao relembrar daquilo que contávamos juntos. Rasguei fotografias de momentos de alegria. Colei em seu retrato aquela frase que você repetia. Cortei o longo cabelo que um dia você disse que gostava e aquele perfume do qual lhe agradava deixei evaporar. A sua presença fiz questão de excluir. Ousei-me em revirar um passado, ousei-me fingir que tudo estava bem. De nada isso me magoa, sem essa coragem jamais teria aprendido viver com a sua ausência.

Querido você...

Quando menos quero aparecer torno-me visível. Quanto mais quero falar menos sou ouvida. Quando mais preciso ser amada menos sou entendida.
Criei caso com o acaso, me perdi em seu horizonte, derreti com seu calor.
Te deixei por medo, te ganhei por acaso, te quero longe. Preciso de você perto.
Me dopei com o egoísmo.
Machuquei-me com a insegurança.
Ri com o desespero.
Para longe despachei meus sonhos, junto com o pouco que amor que me restara. Cuidado, meus sentimentos foram entregues a ti, pois sem ao menos saber o remetente enviei o que sentia.



Com carinho e afeto, Natália Salles.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O fracasso me subiu a cabeça ♪


Há alguns meses atrás, estava eu fazendo planos, escrevendo metas, contando historias desenhando sonhos. O tempo voou... Assim algumas metas foram realizadas, algumas histórias ainda mal contadas.
Vim perceber o quanto o passado ainda se faz presente em mim, não tinha noção do tempo que se passou e do quanto ainda estava parada vendo a vida passar. Percebi que seis meses, mais se pareceu três. Senti o peso de um sono profundo e rápido do qual em menor tempo ocorreram maiores conseqüências.
O que tem de errado comigo? Não era assim. Nunca fui assim. Nunca deixei a vida passar sem ao menos prestar atenção no que aconteceu.
Quando venho a pensar em tudo aquilo ocorrido nesses últimos meses cá estou eu, numa lista mórbida dês de o inicio... Quando tento me recordar das férias passadas me remete a sensação de monotonia. Ao me lembrar de festas, apenas me lembro de súbitos surtos de desespero. Sem contar as ultimas relações frias.
As lembranças se tornam palpáveis. Sinto que ao fechar os olhos posso tocá-las e sentir muitas das sensações vividas. De que isso me adianta agora? Sendo que não posso transformá-las.
Pra onde foi a minha imensurável capacidade de viver?
Sinto que se transformou com a rotina, perdeu-se com a distração.
Sinto-me insensível.
Sinto-me só.
Sinto-me desnorteada.
Sinto-me uma fracassada.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Adeus...


O mundo da leitura se empobreceu.
Clamo aqui, minha total melancolia da triste noticia obtida hoje.
O destino, pois fim num livro do qual foi escrito com as mais perfeitas palavras e os mais enriquecidos pensamentos, dos quais tenho orgulho em conhecer uma minuciosa parte.
O que é realmente bom, não é eterno.
O que é realmente bom permanece ativo.
Adeus Saramago, suas lembranças povoarão em nossas mentes.


Sua admiradora, Natália Salles.