domingo, 9 de maio de 2010

ESCREVER:


O que para muitos é moda, para mim é refúgio.
Por, Natália S.

Teimo em não apagar da minha vida aquela pequena grande parte em que fui feliz e não sabia, e infeliz nas escolhas que hoje me machucam, me corrói e dói...Agora estou aqui mutilada de incertezas, coberta de arrependimento.Sigo, apenas relendo aqueles momentos já vividos, arquivando-os de maneira em que eu possa revivê-los em meus sonhos.
Por, Natália S.

'Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.' {Clarice Lispector}
Só Clarice Lispector pode me entender...

Isolamento.


A falta de tempo e a indisposição me impedem de ser normal.
Sou simplesmente uma estranha, num mundo dominado por meros e comuns mortais que ainda são felizes. Não faço mais parte da rodinha dos despojados, mais sim dos desanimados.
Meu canto, minhas coisas são meus únicos e adorados companheiro. Às vezes pela manhã ao despertar e imaginar todos os leões que matarei ao longo do dia, sinto uma imensurável vontade de não me levantar da cama, de me trancar no quarto e dali não me levantar nem para comer. Mais me conformo e ponho-me a me ajeitar para a grande batalha.
A partir do momento em que estou a ‘viver’, tudo me causa apreensão. Tudo me tira do sério, me desajeita. Construo uma vida própria, mundinho: meu quarto, meu único meio de satisfação. É onde entro, sento e me acho. Volto, a saber, quem sou.
Passa a ser irrevogável o meu medo de viver. O pânico de me cruzar com multidões e a falta de meu mundo me atormentam me desanimam me tiram do sério: fazem-me um ser irracional, totalmente insensível... Estou com medo de tudo. As horas passam, os dias se vão e eu nada aprendi.

far away.


Quero perder o rumo, sair por ai sem destino e ser guiada apenas por meus pensamentos.Sair por ai, sem hora pra voltar, sem uma programação, solitária... Acompanhada apenas da minha liberdade, da minha satisfação.
E assim, no meio do caminho me deparar com alguém que realmente me faz bem e que possa me acolher e que não se importe em ceder seu ombro amigo e um pouco de seu carinho.
Assim como a brisa do mar, resumo em uma pequena palavra o meu remédio: ‘AMOR’.
Queria sentir essa brisa, sem me arrepiar de frio... Queria lidar com ela, assim como lido com o sol, que apesar de forte aquece e mantém acessa em mim a chama da felicidade, que por mais obscura que às vezes se torna não me faz indiferente.
Sinto que me falta à verdadeira força de amar. Devo ter esquecido a receita desse sentimento, em algum canto que me puis a tentar escrever.
Vou desaparecer. O receio de viver, me afasta da sociedade.